segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Certeza

Leve desespero,
Em noite escura e fria.
Sinto o delicado zelo.
No segundo que move o ponteiro.
Deve ter sido o medo.

Leve desespero,
Percorrendo tantas vias.
Vejo Pranto, pequeno apelo.
Contempla da alma, o desapego.
Pode ter sido o medo.

Leve desespero,
Caminhada triste, sozinha.
Gota d’agua,
Para a sede de um mundo inteiro.
Agora sei o que é o medo.

(Tony Ferreira)


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