
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Despedida

terça-feira, 1 de março de 2011
Alegria
Madrugada chega
Sonho que parte
Na Tua presença
Apenas um covarde
Ergue-me pelos braços
Derrama tua voz
Do coração cansado
Desata todos os nós
De joelhos dobrados
Oração tímida
Soluços compassados
Um sorriso de vida
Alento esperado
Mudança que finda
Não sou mais meu pecado
Mas fruto de alegria
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Obrigado
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Vidas (Compasso)
Sorrisos descontraídos
Em meio a beijos e abraços infinitos
Promessas para um dia qualquer
Corações abertos e completamente despidos
Contentamento desmedido de mesmo sentido
Necessidade de um toque de carinho
Pensamentos soltos e desconexos
Sonhos reprimidos em conversas sem sentido
Barulho e lágrimas de sentimentos complexos
Direções opostas de um mesmo caminho
Luzes artificiais conduzindo os passos
Iluminando-os até ficarem perdidos
Razões duras, firmes como o aço
Sentimentos esmagados para sempre contidos
Frases estranhas de um mesmo livro
Traições infames
Culpa repleta de dor e desilusão
Inferno que fora concedido a Dante
Deixando feridas abertas no coração
Perdão e lágrimas em uma única direção
Recomeço insano quase profano
Regras tortas por razões inglórias
Mais uma vez o medo e o pranto
Os mesmos versos de uma mesma história
Calafrio na espinha no findar da hora
...
Esperança insistente que implora
Razão inconveniente não se move
Oração oposta que se renova
Confissões ocultas nos comovem
Encontros insanos nos incomodam
Decisões erradas e sem sentido
Distância que não traz notícia
Mente dispersa no vazio
Fria atitude que vicia
Mesmos erros de um mesmo motivo
Findam-se os laços
Corações separados, porém envolvidos
Almas opostas presas em um único compasso
Consolo sincero como simples amigos
Novos rumos e outros destinos
No dado momento ajuda honesta
Para um renovado compromisso
Ressurge a esperança em uma nova era
Lembrança saudosa guardada no intimo
E nos corações resta o amor nunca esquecido
U2 - Electrical Storm
http://www.youtube.com/watch?v=K0adFYuNuns
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Banho de Chuva.
Logo que ouviu os primeiro pingos transformarem o telhado em um grande instrumento de percussão, Julio atravessou o corredor com uma velocidade olímpica, abriu a porta e se entregou ao açoite gelado da chuva que despencava durante madrugada, o cheiro do mato molhado e o frio animador lhe transportava de volta a um momento qualquer da infância. Gargalhou ao lembrar-se da sua mãe gritando:
– Sai da chuva menino! Olha que tu vais pegar uma gripe.
Para uma criança, a preocupação de mãe nunca valerá mais que um momento de diversão.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Daqui a pouco
Em um instante estarei lá, daqui a pouco a dor vai parar.
E a ferida não vai mais doer, como por milagre ela vai cicatrizar.
E quando eu for me arrastando pra casa. Você estará lá?
Daqui a pouco o coração vai bater mais devagar e em um instante eu estarei lá.
Meus passos desaceleram, enquanto você cresce.
É você cresceu. Ficou mais forte como nunca fora antes.
Quando a luz do dia se apagar e a noite tirar o meu fôlego.
Em um instante estarei lá, alimentando meu desejo de voar.
Um foguete me leva direto para o espaço fazendo meu coração desacelerar.
E se daqui a pouco alguém perguntar,
diga a todos que fui alcançar a minha estrela.
Aquela bem lá no alto que não para de brilhar,
A mesma que me atraiu pra longe da solidão.
Daqui a pouco o coração vai bater mais devagar e em um instante eu estarei lá.
Bem no alto com aquela que não vai parar de brilhar.
E com uma velocidade alucinante nos laçaremos contra a esfera azul,
Onde todos sonham em voar.
E em um instante eu estarei lá.
Por ela...
Aquela que é minha e não me deixa parar de brilhar.
Daqui a pouco o coração vai bater mais devagar e em um instante eu estarei lá.
Daqui a pouco ele vai desacelerar e eu estarei lá.
Daqui a pouco.
(Inspirado na canção - In na Little While - U2)
http://www.youtube.com/watch?v=wtVAJEAWnlU
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Quando Tudo está Perdido
Serrou os punhos e prendendo a respiração pediu com toda a força para que o dia logo partisse expeliu o ar de seus pulmões com violência, socou o colchão, mas ele não revidou e o dia continuou ali parado em um minuto eterno, respirou fundo mais uma vez fechou os olhos e deixou que as lembranças o consumissem.
Doía saber, mais do sentir. E a escuridão tomou conta da sua alma mais uma vez, enquanto a luz da esperança chegava ao fim. Não havia luz no fim do túnel, não daquela vez, agora tudo estava perdido. Ficou quieto por um longo tempo fingindo-se de morto esperando que a dor passasse, mas não passou. E ali sozinho, finalmente chorou e não soube se explicar porque estava se sentindo assim.
“É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?”
(Fragmento “A Via Láctea” - Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Quem quer viver para sempre?
E a necessidade de obedecer às regras da sociedade foi consumida naquele momento que ele passou a chamar de lucidez. Estava contente em ser, mas não no existir, caminhou até a janela e olhou para o que acontecia do lado de fora de sua casa, de sua vida, e viu pessoas, cheias de propósitos e compromissos, pensou em como aquilo tudo era tão fugaz e em porque continuar preso nessa roda viva que não conduz a lugar algum.
Olhou para o céu e com um gesto alcançou o infinito, aliviado por não precisar explicar nada a mais ninguém, sentiu-se completo em si. Nada de família, trabalho, filhos ou amigos, nenhum desejo ou sonho, sentiu-se vazio e sorriu.
Com uma voz sussurrante deixou que as palavras escapassem por entre seus lábios: — Eu acredito na eternidade.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

