E a necessidade de obedecer às regras da sociedade foi consumida naquele momento que ele passou a chamar de lucidez. Estava contente em ser, mas não no existir, caminhou até a janela e olhou para o que acontecia do lado de fora de sua casa, de sua vida, e viu pessoas, cheias de propósitos e compromissos, pensou em como aquilo tudo era tão fugaz e em porque continuar preso nessa roda viva que não conduz a lugar algum.
Olhou para o céu e com um gesto alcançou o infinito, aliviado por não precisar explicar nada a mais ninguém, sentiu-se completo em si. Nada de família, trabalho, filhos ou amigos, nenhum desejo ou sonho, sentiu-se vazio e sorriu.
Com uma voz sussurrante deixou que as palavras escapassem por entre seus lábios: — Eu acredito na eternidade.

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Me sinto assim às vezes... =)
ResponderExcluirAdmiro o fato de conseguires colocar no papel (sei q é no papel q flui primeiro hehe) teus sentimentos. És um artista!