quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Histórias de Terror

Pessoas em suas vidas cotidianas diante situações improváveis que vão além do que se possa imaginar. Esse é o contexto ideal para uma boa historia do autor norte americano Stephen King, considerado um dos maiores autores de terror da atualidade, nada comparado a H. P. Lovecraft e seu perturbador Dagon, é claro. Mas de qualquer forma um dos grandes mestres desse gênero com certeza.
King explora com bastante eficácia os laços de amizade e família em seus textos, ora por outra nos fazendo sentir parte de suas histórias. O terror de King pode vir na forma de poderes psíquicos, alienígenas tentando invadir a terra, experiências militares mal sucedidas, monstros que se alimentam de carne humana ou na forma de injustiça. O fato é que, o foco principal de sua obra não é o terror em si, mas as relações humanas diante de situações extremas.
Para quem ainda não ligou o criador à criatura cito abaixo algumas obras que se tornaram mais conhecidas do grande público graças às adaptações para o cinema, vale também ressaltar que King não é conhecido apenas pelo gênero terror, mas também por seus dramas. Segue a lista: It, O Apanhador de Sonhos, Carrie, a Estranha, O Iluminado, O Nevoeiro, O Cemitério Maldito, Um Sonho de Liberdade, A Espera de um Milagre, Conta Comigo, etc.
O terror sempre fez e sempre fará parte da história da humanidade, seja ele ficcional ou não. Histórias de assombrações, violência urbana, o demônio e seu inferno, o holocausto, tudo isso pode ser exemplo do que nos causa o medo, além de inúmeras outras coisas também, que impreguinam nossas mentes formando uma espécie de teia que nos impede de agir, de falar ou mesmo de pensar de maneira sóbria. Veja bem, não estou dizendo que o medo é ruim, pelo contrário ele é bom, pois funciona como uma ferramenta de auto-preservação, eficaz até demais, mas nas mãos erradas e acompanhado pelo terror ele se torna uma arma.
Grande parte de nossas decisões racionais são tomadas sob a influência direta do medo, medo de errar, de falar a verdade, de não magoar, do castigo de deus, etc. Mas e quando estamos diante de situações incomuns, onde o medo toma proporções cataclísmicas nos levando ao extremo da sanidade? Que decisões nós somos capazes de tomar? É Nessa hora, onde não existe o certo ou errado e muito menos a doentia moral, que verdadeira mente saberemos do que somos capazes.
Todo mundo tem sua própria história de terror para contar. Guardadas suas devidas proporções, todas são muito parecidas, todas tem uma mesma origem, o medo. E você pode achar que a sua solução talvez esteja contida em uma Taurus calibre 38. Então sentar-se com ela nas mãos e observar por segundos infindáveis seu tambor girar freneticamente, como uma roleta, contendo uma solitária bala e com um único movimento de destreza, indispensável a um atirador, acomodar o tambor da arma em seu devido lugar ouvindo o som do metal se encaixando rapidamente, mover o cano até a altura da cabeça sem vacilar e ouvir o clique do gatilho que dispara o cão em direção ao local de onde o projétil deveria estar. Respirar fundo e repetir a operação mais uma vez. Então finalmente parar, pois não há coragem para outra tentativa e depois conviver com o terror de ter chegado tão perto do fim.
— Do que você é capaz de fazer?

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